Quinta-feira, Março 06, 2008
Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008
romantismos alheios e muito pouco subtis
Liberta-me deste transe, minha paixão. Não, não me libertes.
Nunca me deixes, fica dentro de mim para sempre. Nas orgias da minha entrega julguei tecer-te um holocausto de sentimentos. Tu, porém, prometes não escutar os delírios do meu coração acelerado. E foges.
Consegui, estou nua, liberta do mundo mas presa a ti. Um tU carinhoso que, desorientado, agita a minha pele com suavidade e se esconde em desobrigações melancólicas.
Preferes dormir a me teres. Contrarias-te na tua própria vontade. Hoje foi o último dia. Para mim chega de romantismos alheios e muito pouco subtis. Foste luz nas minhas trevas amargas. Um prazer descontrolado e o meu peito que não se consola na frustração de ser o início e o fim. Um fim temporário, uma melodia que se esgota nos afagos do adeus e nos beijos de velhote.
Senti-me tão cheia de tU que perdi a noção do tempo real. Há quanto tempo nos beijamos? Fizemos amor ou foi tudo um sonho construído? Porque na verdade, meu caro, és como sismo neste território frágil. Sim, hoje particularmente frágil, ainda que quente esteja o meu espírito.
Tudo em demasia cansa. E esta paixão esgota-me.
Entreguei-me de corpo e alma, numa acção sem precedentes. Massajei-te a carne infiltrando os meus dedos trémulos nos teus ossos, que pó se tornaram na mansidão deste entorpecer manhoso. Dás-me calor e retiras-me a esperança de mais um amanhecer inspirador nos lábios da minha musa. Por tudo isto, adeus. Retorno agora à suposta normalidade. Onde tu não és e eu me esqueço. Esqueço-te.
Segunda-feira, Janeiro 28, 2008
Your Blood
Ambiciono esventrar-te das tuas contradições e que te esvaias perdidamente na loucura da entrega.
Se és teimoso, vou quebrar-te.
Se comedido, vou libertar-te.
O meu mundo vibra e tu envolves-me neste misto de desejo e medo.
It is not acceptable to be left alone, when I alone want you.
You’ll soon despair in the myth of my existence, and I’ll embrace your sweet and warm blood, which will be delivered in my thirsty mouth.
I will then be forsaken as you will be forgotten.
Sábado, Janeiro 26, 2008
Your religion sucks and Anarchy rocks!
Vou esclarecer uns pontos, naquilo que respeita à minha opinião religiosa, mas resumidamente religion sucks ass!
Falando curto e grosso, Deus é uma invenção humana. As pessoas religiosas deveriam ter vergonha de o ser, independentemente da religião. A religião é perfeitamente contraditória e deus não existe, é produto da imaginação humana. mas vou deixar este assunto para explorar num post futuro.
Para quem se identifica com o comunismo, quero deixar a minha marca-de-água com um ataque a Marx, que detesto. A sua teoria do proletariado é manipuladora e engana muitos. Em primeiro lugar, foi um hipócrita de merda, pequeno-burguês mesquinho que explorava o proletariado. Na teoria do proletariado defende uma revolução em que os proles se revoltam contra a burguesia. Até aqui tudo muito bem, mas algures para o fim da teoria aplica uma inversão de papéis, na qual os proles ocupam o lugar da burguesia descambando numa ditadura do proletariado. Para além disto, pouca gente reconhece que o moveu o sentimento de anti-semitismo para ponderar uma abolição de classes (o próprio era um novo cristão). E no fundo, por muito que eu até simpatize com o Jerónimo, comunismo e fascismo são exactamente a mesma coisa. São totalitarismos. Estados monopartidários. Para compreender isto recomendo François Furet e Ernst Nolte, historiadores. Ou, basta que nos lembremos que Goulag precedeu Auschwitz... Pouco interessa a separação direita/esquerda quando há uma máquina censuradora e opressora que faz separação entre minoria e poder, ou maioria e poder..
(but these are not my final arguments)
…o que me remete novamente para a democracia. (sucks) Neste momento decorrem nos EUA eleições para definir os principais candidatos às presidenciais. Metem todos nojo, particularmente os republicanos, como é óbvio e não carece justificação, pelo que me resta deixar aqui um pouco de humor e sugerir que Mike Huckabee não é um padreco, mas um actor britânico… lol, népias. É simplesmente parecido com o actor Robert Lindsay, e por hoje chega.
Mike e Sally 3
Jaques subiu o monte que o guiava às desactivadas minas de carvão.
Levava consigo o seu cão, fiel companheiro como todos os que supostamente o são.
Pensava na loucura dos incidentes ocorridos no fim-de-semana passado.
Jaques era a depressão personificada. Nunca se sentira tão só. O homem fechado na caixa do mundo.
A revolução silenciosamente censurada. Por si mesmo...
Sonhava acordado em voar por aqueles montes a baixo, como se fosse um pássaro, ou um morcego.
Perdido em sentimentos de libertação, ocorreu-lhe jogar-se do monte a baixo e morrer. Mas não o fez.
Desanimado por ser tão vil, gritou ao vento o quão desolado se sentia e regressou à vila que o acolhia.
Jaques era um cão alcoólico, daquele género que se esconde nas euforias do momento e que pensa em matar-se no dia seguinte ao sentir o sufoco da ressaca.
Foi Sally quem se dirigiu a Jaques para lhe cravar lume.
Segunda-feira, Janeiro 21, 2008
Mike e Sally 2
Sentada na sala de convidados, inspirava o fumo do seu cigarro e observava a multidão de hippies, punks, mitras e senhores doutores e suas fiéis esposas de meia-idade entulhadas de botox e lipo-aspiradas do pescoço ao rabo.
Sally Acom procurava entre todos eles o seu príncipe. Melhor que qualquer psicólogo ela sabia o que precisava na sua vida. Tinha uma ideia ingénua e romântica de que um belo homem a salvaria de si mesma, dos seus ímpetos sexuais, de ser uma devoradora de homens imparável. Os homens da sua vida foram como pastilhas elásticas. Vira-os na prateleira, achara-os irresistíveis, consumira-os até restar apenas uma massa uniforme de petróleo e abandonara-os por outro com um sabor aparentemente mais apetecível. No meio de tanta troca sentia-se velha e só. Usada e abusada por si mesma.
Um homem para a salvar teria de ser um homem à antiga. Mas o homem que idealizava não queria nada com uma cabra como Sally.
Sentada na sala de convidados, inspirava o fumo do seu cigarro e observava a multidão de hippies, punks, mitras e senhores doutores e suas fiéis esposas de meia-idade entulhadas de botox e lipo-aspiradas do pescoço ao rabo.
Sally Acom procurava entre todos eles o seu príncipe.
Tu
Quantos jantares e rosas e idas casuais ao cinema terei de te proporcionar para que te entregues feliz sem pudores na viagem distante dos meus braços?
Só um tolo dorme com ela e não lhe toca. Pensaste e disseste.
Não sei quem és, mas os teus olhos de lince ibérico chocam os meus sentidos. O teu sorriso enche-me de calor e a tua sensibilidade extasia-me.
Gosto de respirar o ar fresco da manhã,
mesmo quando já é meio-dia…
E pensar em ti,
olhei tantas horas para ti,
o teu rosto fico impresso na minha imaginação.
Domingo, Agosto 26, 2007
Timon lepidus


Numa das minhas caminhadas pelo percurso pedestre da floresta de Vila do Bispo, deparei-me com um réptil lindissimo atropelado no meio da estrada. Fiquei super curiosa uma vez que não conhecia a espécie e tirei várias fotos ao bichinho...
Segunda-feira, Maio 21, 2007
Ó mê deus! Fui engana a vida intêra... 2
Aquando da minha última ida a Coimbra, ainda nada conformada com a constatação de que as minis tinham sempre 20cl e nunca 25cl como previra... Fui, como ritual imprescindível de como quem vai ao Papa quando em Roma... beber a bela mini ao café O Zé, Rua da Matemática, Coimbra. Onde redescobri que sou detentora da minha verdade quando se trata de beber copos.
Enfiei o rótulo da sagres na algibeira para averiguação dos incrédulos e chegada ao Algarve, ou deverei dizer Allgarve, os meus queridos amigos remucaram que era “de 25, mas isso não quer dizer que sejam mini... Minis são as outras de 20cl”.
Dando o anteriormente dito por não dito, dou por finda esta breve temática álcoolica.
...mais copos virão, depois dos exames...
Quarta-feira, Abril 25, 2007
Mike e Sally
Ele não conseguia falar, recordava-se disso enquanto chamava pelo seu gato que fugira para a varanda vizinha. Sentia-se em pânico, detestava perder o controlo. “Porque não fazem as coisas como eu mando” pensava “Merda do gato”.
O gato, na outra varanda, brincava com duas tartarugas indefesas situadas num terrário de plástico. “Mas quem é que raio tem tartarugas na varanda”.
Pouco tempo antes, Jaques encontrara-se com o seu irmão mais novo para tomar café. Sempre as mesmas conversas. Apesar de amá-lo, o acto de se encontrarem e toda aquela conversa forçada era mais uma auto-anulação que o prazer que se espera entre irmãos. Jaques não conseguia falar. Enquanto Mike unanimava traumas umbilicais, traumas pertencentes a ambos em quantidades e impactos divergentes, Jaques deprimia. Não conseguia falar sobre si e pensava demasiado em tudo. Queria parar mas o nevoeiro das palavras inebriava-lhe o cérebro... Recordava-se das palavras do psicólogo, uma breve palestra proferida acerca do grande mal da sociedade de hoje, a depressão. Sentia-se invisível, nem o psicólogo parava para escutar as suas verdadeiras palavras. Sentia-se denegrido, o seu problema era a preocupação aguda e não a depressão.
Na segunda consulta com o Dr. Rydell, Sally Acom divagava nas memórias da sua vida sexual. Emocionada com a sua capacidade de se entregar nos braços de outra pessoa, pensava para si mesma se estaria a chocar o Dr. Rydell com tamanha promiscuidade verbal, escondendo intuitivamente o decote. “Não se mistura negócios com sexo... será que ele pensa que eu o desejo? Não quero que o pense. Será que eu o desejo?” pensou e afastou tais pensamentos para retomar a sua narrativa.
“Você precisa de construir valores. Com quem se vê daqui a uns anos? Como irá viver? Que deseja para a sua vida? Reflicta nisto, concentre-se nisto. A fidelidade é importante para uma verdadeira estabilidade emocional, que você obviamente não tem. Nem sabe se gosta de homens ou de mulheres!” interviu Rydell. “Não é assim. Eu sou bissexual, gosto de homens e de mulheres” declarou Sally evidentemente irritada. “Isso é uma fase, com quem viverá no futuro?”
Sally Acom não padecia de nenhum distúrbio sexual. Simplesmente não era inibida como quem não sabe o que perde o é. Iniciara a sua vida sexual aos 14 anos e desde aí não parara. “O sexo é a melhor droga” dizia aos seus parceiros e amigos, como que publicitando o acto.
(gostava que comentassem a potencialidade deste texto se tornar o inicio de um pequeno conto. bjs)
Sábado, Abril 21, 2007
Ó mê deus! Fui engana a vida intêra...
Após ter comprado uma dezena de minis super bokas, reparei naquilo que considero ser um novo formato de garrafa (calculo eu, neste momento duvido de tudo)... e comento c ela "Ah! Ya... Afinal estas garrafas só têm 20cl..." sentindo-me aliás, um pouco enganada, porque bebo as minis com bastante satisfação naquela "ah, e tal... têm 25cl"..
Enfim, a Isaura disse que não, que era normal e que até parecia maior por ser mais alta... Fizemos a aposta e posteriormente à pesquisa na net tive que beber de penalti os malditos 20cl que, a juntar às restantes já digeridas provocou em mim uma ligeiro (é favor) estado de euforia alcoólica.
I'm drunk...
Have big fun
Poderia falar-vos dos processos de fermentação alcoólica através de enzimas, para colmatar esta temática, justificando a ausência de posts no blog com o meu afincado estudo de biologia no momento...
Life's a shit and then you you die, that's why we get high!
Domingo, Dezembro 03, 2006
Marla doesn't have testicular cancer
Cada minuto que passa na tua vida é em direcção à tua morte. Um momento é um parasita cerebral.
Conhecemo-nos e sobressaem as apresentações, olá sou a marta, olá sou o miguel, olá sou a ana... Para rapidamente se dissiparem na memória entrando na recycle bin mental.
Falsos humanos, actores-mendigos que rolam os olhos em busca da própria vida. Mas não a têm. Ninguém tem, estamos condenados a caminhar na estrutura. Preparação para o último fôlego, para a morte também ela falsa.
Chorem quando quiserem.
Sempre é mais verdadeiro.
Dizem que limpa a alma.
Segunda-feira, Junho 12, 2006
Kierkgaard
Sábado, Março 11, 2006
Quinta-feira, Março 09, 2006
Frésias
Frésias
Um ramo de flores selvagens à porta de meu quarto, muitas amarelas, algumas vermelhas, rosas, sete brancas com um verde magnífico que se eleva e aponta para o céu das minhas águas furtadas, dos meus desejos.
Prenda de carinho que perdurará a recordação de uma noite sem precedentes, a magia da Sheila Chandra que vive ainda na sonoridade do meu ser, uma experiência sexual exótica onde fui serpente, leão na cama de um monge habilidoso.
Hoje
Desejo ter-te e esventrar a tua doce alma, matriz de provocações carnais, tu serias de novo alguém na minha vida.
As flores morreram decapitadas pela minha tesoura da saudade, foi uma questão de eutanásia.
São múmias, sepulcro vivo de minhas paixões por ti.
Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006
A masculinidade na Ras
Às vezes não há tempo.
Porém, já acabei os exames e resta-me acabar um trabalho que estou a realizar sobre clonagem. Pelo que, continuo sem tempo.
Vou deixar-vos uma prosa a pedido de alguém, duma situação vivida na Real República do Ras-teparta:
A masculinidade vista de perto por uma mulher é algo estonteante!
Uma mulher que tenha a possibilidade de entrar no mundo másculo como se fosse uma mosquinha, conseguindo estudar o seu meio natural sem quaisquer interferências, facilmente se aperceberá de uma grandiosa diferença no bicho humano homem… O sexo governa a sua mente.
Grandes actos humanos são caracterizados pela diferença com os actos comuns. O acto comum do homem está intrinsecamente ligado ao sexo. Fazer sexo, pensar em sexo, falar de sexo, ver e ouvir sexo. Todos os sentidos masculinos se podem despertar naquilo que diz respeito ao seu acto comum, que é o sexo no seu geral ou no seu particular.
Quando eventualmente ocorre uma ainda que vaga abstracção do seu acto comum, os homens declaram guerra ao sexo e agem grandiosamente em vastos domínios da acção humana. Sem exemplos a declarar (não me interpretem mal).
Estou no meu quarto, estava a estudar ou a tentar, o local é Real República Ras-Teparta. A porta do meu quarto de águas-furtadas dá para uma biblioteca, onde neste momento alguns homens se encontram em pleno acto comum. Rás O.B., Rás Oly-Vays e Rás Panglócyto estão devotamente embrenhados numa busca excitantemente concentrada de pornografia na Internet. A consequência imediata deste presente acto comum, naquilo que só a mim diz respeito, foi a minha completa desconcentração dados os comentários “ranhosos” (mas naturais e não condenáveis per se) por estes emitidos na sequência do apelo à visão sexual. Enfim, diria eu. Nada disto é despropositado.
Viro-me para eles e chamo-os de rebarbados. Evidentemente que o são, mas digo-o apenas para deixar de ser a tal mosquinha, o ser invisível cuja presença sentida apenas os faria adulterar os seus comportamentos naturais. Mas também o faço porque são meus irmãos, como tal, ou pelo menos como aprendi aqui na Ras-Teparta, os irmãos gozam-se como expressão de carinho ou com intuitos educativos. Talvez na minha intenção estivessem ambas. O que é facto é que os amo e também que me interromperam o raciocínio na temática das Teorias da Argumentação. Mas tudo isto me fez pensar numa outra questão: admitindo a diferença, qual o acto comum da mulher, se é que tal existe? Supondo que não existe...
Domingo, Janeiro 22, 2006
Solução para eleições! Um presidente para quem nele votou!

E se...
ao invés das regras democráticas incompreensíveis por vezes que ocorrem no nosso país (50,6%....), correspondessem os votos à sua subsequente percentagem em terreno concreto??
Dividiamos o país matemáticamente e teriamos algo do género ao mapa que criei.
Como votaram 62,60% dos eleitores, houve 37,40% de abstenção. Esses gajos não têm direito a presidência da república, lolol, e ocupariam um terreno a sul :) em plena anarquia.
Quem votou, mudavasse para a região do seu candidato.
Talvez assim se repensasse a política em Portugal.
Como a foto está muito pequena passo a explicar:
Garcia Pereira (0,44%)fica com a presidência das berlengas.
Jerónimo (8,59%), presidente de Beja e pequeno arredor.
Cavaco (50,59%)com o norte.
Alegre (20,72%)Coimbra e litoral centro sul.
Lousã (5,31%)Presidente de Fátima.
ups... esqueci-me do Soares... ele conta para a estatística????
Sexta-feira, Janeiro 20, 2006
Libertação Animal II
A gaja pode fazer os bikinis mais fixes do momento, mas fonix... nestas condições recuso-me a comprar coisas à grande cabra.
Vejam o video, mantenham a calma, é muito chocante... E revoltante, divulguem isto.
Compreendam o meu desabafo, temos que mudar o mundo.
:(
:(
Quinta-feira, Janeiro 19, 2006
resposta do meu excelentíssimo prof. Dr.
Aquilo que me conta é intolerável.
Não sei que lhe diga quanto ao Seminário I e quanto à aparente (im)posibilidade de o terminar com êxito devido aos estranhos arranjos de Secretaria, que agora me narra.
Apenas lhe posso dizer que estou ao seu dispor para resolver alguns desses bicudos problemas que a burocracia universitária lhe levanta.
Os meus cumprimentos,
Edmundo Balsemão Pires.
Quarta-feira, Janeiro 18, 2006
merda de uni
Queria desde já agradecer a excelente oportunidade que foi trabalhar consigo este semestre, assim como pedir desculpa por não comparecer às suas três últimas aulas. Tenho uma declaração médica que justifica porque faltei às duas primeiras, mas relativamente a hoje, agradeço a sua atenção para explicar.
Recebi uma carta da secretaria-geral para regularizar a minha situação, ontem, fui lá e disseram-me que a minha situação estava irregular e fizeram-me assinar a anulação das minhas cadeiras de 3º ano, incluindo Seminário I.
(fiquei de rastos e hoje não tive coragem de comparecer à aula, uma aula a que afinal não pertenço)
É uma injustiça muito grande, só me avisarem no final do semestre, quando por exemplo, o trabalho para a sua cadeira estava já bem delineado e quase escrito... Após dois meses de pesquisa. Era o meu grande trabalho do semestre.
Tinha inclusive em meu poder um comprovativo de matrícula que dizia que estava matriculada no 1º, no 2º e no 3º ano do curso de filosofia.
Afinal enganaram-se...
Esta história está relacionada com o novo sistema de créditos vigente, e começa há dois anos, quando por livre vontade, decidi chumbar de ano para integrar o novo currículo de filosofia, com alguma ingenuidade, pensei que a mudança fosse para melhor. Aproveitei o ano lectivo de 03/04 para escrever e outras actividades extra-curriculares, fazendo apenas uma cadeira, Teorias da Argumentação, com a distinta nota de 18. Atingi o pretendido, chumbei e cultivei-me noutras áreas (um ano pseudo-sabático).
04/05 Requeri as equivalências, que foram no mínimo interessantes. Em 02/03 (1ª matricula) tinha deixado apenas uma cadeira por fazer (Epistemologia com o Dr. João Maria André), mas com o novo plano fiquei com metade do 1º ano por fazer (5 cadeiras) e 3 cadeiras do 3º ano feitas. Matriculei-me nas 5 do 1º e restantes do 2º, à excepção de uma dado o limite dos 80 créditos máximo de inscrição.
Tive problemas pessoais de doença grave, os quais ainda posso justificar, mas na altura não achei que resolvesse nada, pelo que não o fiz. E das 13 cadeiras a que estava inscrita, transitei em 6 (nenhuma do 2º semestre).
Logo, tinha 60 créditos em atraso no 1º e no 2º ano. No entanto, tinha 18 créditos de equivalências no 3º ano (60-18=42).
Porém, como a FLUC está em completa ilegalidade no que respeita ao sistema de créditos. Pensei que não tinha nada a perder se me seguisse pelos 80 créditos de limite e efectuei a matrícula online dos 60 em atraso + 3 cadeiras do 3º ano (todas do 1º semestre).
Quando chegou o comprovativo, estava a trabalhar numa loja de animais em part-time (porque não tenho direito a bolsa de estudo, nem tive direito a fundo de apoio ao estudante, porque simplesmente os meus pais são funcionários públicos, declarando na totalidade a miséria que ganham) e despedi-me para poder assistir às aulas todas.
Empenhei-me a fundo a agradeci ter moldado o sistema, um sistema que beneficia mais uns do que outros. Também havia sido prejudicada nas equivalências, retiraram-me uma semestral, e as equivalências do 3º ano que me atribuíram, a dizer: Temas de História da Filosofia I; 2 Opções no Grupo. Devo dizer que o plano foi reestruturado novamente este ano e onde antes existiam 3 opções de grupo, agora está uma opção condicionada e Filosofia da Religião e Temas da Ética (cadeiras que estavam no 4º ano). Ou seja, parece que perdi outra equivalência porque não me vão alterar a equivalência para Temas da Ética nem Filosofia da Religião, porque era a minha equivalência de 18 valores, teorias Argumentação.
Para finalizar, dizem que estava tudo mal e lá tive que anular as 3 do 3º, aumentado a minha estadia na prestigiada Universidade de Coimbra de 1 ano e meio para 2 anos e meio. Obrigada pelo privilégio, mas não obrigada.
Agora, na última semana de aulas.
É incrível. A senhora da secretaria-geral recomendou-me que apresentasse queixa formal na FLUC. No entanto, informou-me que o meu processo havia estado bloqueado este tempo todo e de que na FLUC não sabiam sequer se eu estava inscrita ou não. Parece ilógico queixar-me à FLUC nestes termos.
Doutor, obrigada pela paciência e lamento ter que me explicar via email, mas de outro modo certamente não teria exposto tão detalhadamente o meu caso.
Infelizmente, o meu trabalho na sua cadeira (tirando a aprendizagem subjacente) foi em vão.
Terça-feira, Janeiro 10, 2006
Chocante é isto!
Estas 3 prosas foram CENSURADAS pelo júri do concurso (2 profs. idiotas de português)
porque 1 das prosas continha linguagem obscena... (os trabalhos foram entregues em separado).
Preencher Vazios
Hoje em dia já ninguém se interessa pelos outros, só por si mesmos...
O importante é serem felizes, o resto que se foda. È mesmo assim.
É por isso que as pessoas como eu são infelizes, pois preocupam-se com muito mais do que com eles próprios...
Eu não me preocupo em particular comigo, gosto de mim, é verdade, mas amo os outros.
Amo todos os que merecem ser amados, todos os que por qualquer razão sentem um vazio a nível emocional.
Eu sou assim, tenho tanto amor para dar...
Gosto de dar amor, de amar.
É assim que eu me sinto bem, amando alguém.
E eu amo tanta gente!
E sofro muito por amar, mas faço feliz quem amo, porque lhe dou amor, e isso compensa...
Destruição
A destruição é boa, sabe bem.
Mesmo que me digam que não é bem assim, por isto, ou por aquilo, eu não mudo a minha opinião momentânea:
Eu gosto de me destruir.
Se eu me encontrar tríste, o que pode haver melhor do que uma chapada a mim mesma, um murro, um corte no pulso ou um desgosto de amor?
Nada!
É por isso que eu só aceito um amor impossível, que me faça sofrer...
A felicidade é tão chata, tão odiosa...
Quando me sinto feliz é porque no momento a seguir vou sofrer!
Quando estou em baixo, atulhada de problemas, horrivelmente só e deprimida, é que me sinto bem.
Sei que mais mal algum me há-de atingir...
Alucinações duma Lisa acordada
Aquilo que nos diferencia uns dos outros é um factor denominado decisão.
Decisões. Tudo muda a cada passo, a cada direcção ou decisão...
Falar de amor, escrever com paixão...
O amor é algo que, quando deixamos, cerca-nos, mas nunca nos estrangula.
Oiço zum-zuns por todo o lado, mas dentro de mim sinto apenas paz e silêncio.
Ou cansaço? Não sei...
Estou tão tríste...
Sou o resultado intenso de todo um conjunto de conflitos...
Imagina o quão puro és, e como te hipnotizo e embalo...
Beija-me e eu amo-te, e mato assim o amor que sinto por ti.
Dá-me a tua alma, sacrifica a tua vida por mim, e eu ser-te-ei fiel.
Onde aprendeste a amar?
Mata-te, sofre...
...porque vais ser a minha vida.
Domingo, Janeiro 08, 2006
Happy 2004, 2005... 2006 e tudo e tudo.
Não planeio sumir-me nem tão pouco iluminar-me. Vivo apenas, na obscura ruína da vida, com pessoas que já nem o são... Mas que censura a minha! Nem eu própria me sinto na legitimidade de me assumir enquanto humana, verdadeira.
Descontento-me nos relacionamentos. E se é que as pessoas ainda são humanas em algo, é apenas quando cagam. Quando mijam também já não são verdadeiras. Mijam mal. Mijam a sua fétida essência. Ahahaha! Tento mijar apenas urina, salvaguardar alguma essência que daí possa escapar. Às vezes sinto-me tentada a ajudar quem mija. Aos homens é fácil, o segurar no pénis com certo cuidado, pode garantir que nem sequer cheguem a mijar. É melhor que não mijem de todo a se deixarem esvair na mediocridade dos valores que esta puta de sociedade sustenta.
O cagar continua humano, porque se caga merda. É de certa forma uma purificação da alma, ao sê-lo do corpo.
As mulheres têm a menstruação e não sei se não será isso que as torna umas porcas, peixeiras e anormais. Perdem o sangue, o sangue amoral que as protegia em inocência. As mulheres são umas broncas. Mas os homens não lhes ficam atrás. Estes perdem seiva espermatozóica quando se masturbam como macacos. Essa preciosa seiva que os eleva de virilidade perante as peixeiras das mulheres. Evidentemente que estou para aqui com este paleio todo porque de certa forma me sinto assexuada.
A minha família decidiu reunir-se e passar um dia em reunião e felicidade. Guess what? Fomos todos ao dentista. Que belo dia. Limpezas orais para toda a gente. Paralelamente, também um casal cuja vida sexual é mais rotineira que o dar as horas do big ben, decide fazer um 69 para passar um dia reunido e em felicidade. Verdade seja dita, um casal que atinge a maturidade sexual em conjunto jamais voltará (se é que alguma vez o foi) a residir nos belos palácios da felicidade.
Posto isto, é uma das acções mais naturais e humanas o terminar de uma relação. Mas visando sempre a conquista de uma outra, porque a solidão é para os tristes e um grande ser humano deseja a paródia, o show-off e sentir-se rei e senhor do universo. Isto, meus caros, é mais que legítimo. Mas entrando no campo da ética (e nunca da moralidade, este respeita apenas as peixeiras e os macacos), no que concerne a existência do(s) outro(s) e esta uma vez admitida, como posso ser o rei se há quem a ser servo por isso??? Bem, a questão não ficou muito bem formulada, mas a resposta é estranha...
Deixemo-nos de paródias e masturbações em 2004,
olé, olé, vamos dar cabo deles e curtir milhões,
amo-te e força!
...........................
Uma sátira escrita há 2 anos, carta de votos de bom ano novo para um namorado.
Porque não?
E viva a liberdade de expressão!
... lamentável a pouca relevância filosófica do artigo...
Quarta-feira, Janeiro 04, 2006
Libertação Animal
Foi primeiramente publicado na década de 70, altura propícia à emancipação da Liberdade no geral e ainda que tenha sido adoptado pelos vegetarianos como uma espécie de bíblia, com todo o respeito pelos que adoptam essa conduta (not me, for sure), pessoalmente este livro tem a sua importância por focar a má conduta dos humanóides "inbreeds" para com os animais, por prazer ou suposto proveito próprio. De qualquer forma, o livro encontra-se traduzido para português pela editora Via Optima (impresso na Póvoa de Varzim.... por incrível que isto pareça, hehehe).
A Tagline do mesmo é:
A discriminação com base na espécie assenta num preconceito imoral e indefensável.
Foi dito.
Ainda só li umas passagens, pelo que voltarei a este assunto.




